Geninho estreia nesta quarta-feira pela Portuguesa
(Foto: Rodrigo Faber / Globoesporte.com)
Superar o rebaixamento no Campeonato Paulista não é a única motivação da Portuguesa para a partida contra o Bahia, nesta quarta-feira, às 19h30, no estádio do Canindé. O confronto é válido pelas oitavas de final, justamente o máximo que a Lusa avançou na Copa do Brasil até hoje. Há dez anos, pela edição de 2002, o carrasco que impediu a equipe de chegar às quartas foi justamente o Tricolor Baiano, adversário desta fase.
Nos últimos anos, a Lusa mesclou vexames a quedas para clubes grandes nas oitavas de final. Em 2008 e 2010, por exemplo, os rubro-verdes caíram para Botafogo e Fluminense, respectivamente. Já em 2009 e 2011, dois confrontos a serem esquecidos: eliminações ainda na primeira fase para Icasa-CE e Bangu.
O capitão Rogério, líder do atual elenco, não teme o mau retrospecto do clube. Além de ver na Copa do Brasil uma grande oportunidade de se redimir com a torcida pela queda no Paulistão, o zagueiro acredita na força da Portuguesa para chegar à final da competição nacional.
– Tabu é para ser quebrado. Temos de adquirir confiança, porque não fomos bem no Paulista. É lógico, algumas arbitragens prejudicaram, mas isso não é desculpa. Acredito que temos 100% de chances de disputar o título da Copa do Brasil – afirmou, confiante.
A Portuguesa já eliminou, nesta edição, Cuiabá-MT e Juventude, ambos com goleadas por 4 a 0 no Canindé. No caso da equipe mato-grossense, a vitória veio após um empate no Centro-Oeste.
Já o triunfo sobre os gaúchos foi maior: derrotada por 2 a 0 em Caxias do Sul, a Lusa calou os críticos e reverteu a vantagem. Esta será a primeira vez, portanto, que a Rubro-verde decidirá a vaga fora de casa.
Pressionada pela torcida, a equipe vê no confronto com o Bahia a oportunidade de “iniciar novamente” a temporada. Comandada pelo técnico Geninho, que está há apenas dois dias no clube, a Portuguesa reencontrará sua torcida pela primeira vez após o rebaixamento no estadual.
– Eles já vinham xingando ao longo do Paulista. É normal. Tenho certeza que vai ser uma pressão muito grande, mas vamos ter personalidade para superar – afirmou o volante Guilherme, conformado com a situação.
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