Uma polêmica extra-campo cerca o Clássico-Rei entre Ceará e Fortaleza, que será disputado no próximo domingo pelo Campeonato Cearense. O comandante da Polícia Militar e o presidente da federação de futebol disseram que não levariam suas famílias para assistir à partida no estádio Presidente Vargas. Não haveria possibilidade de dar segurança aos torcedores pelo fato do PV, que já possui capaciade pequena para a partida, apresentar acesso complicado e avenidas ao redor estreitas, tornando o deslocamento do torcedor precário.
Os dois clubes estudaram qual seria a melhor maneira de promover a partida com segurança. Após várias propostas - torcida única, 90% de uma delas ou dividida -, definiu-se pela primeira, como informa o site do jornal "O Povo" no início da tarde desta quinta. O repórter Antero Neto, em participação no "Redação SporTV" explicou o imbróglio, que até o início da manhã ainda previa a divisão das arquibancadas do PV. Convidado do programa, Renato Maurício Prado lamentou a situação e não mostrou esperança em uma mudança de rumo.
- Eu acho triste, mas infelizmente irreversível. O torcedor contribui com isso, com selvageria e quebra-quebra. Não só aqui, mas no mundo inteiro. Acabamos de ter uma tragédia monstruosa no Egito - disse Renato Maurício Prado.
Para outro convidado do programa, o editor do Globoesporte.com Gustavo Poli, a primeira reação da imprensa ao ouvir a declaração do comandante da PM do Ceará é criticar. Ele lembrou, porém, das semanas que antecederam o clássico entre Vasco e Flamengo. Os vascaínos queriam exercer o direito de mando de campo e disputar a partida que poderia decidir o Campeonato Brasileiro em São Januário.
- Ouvimos em off no Globoesporte.com alguns comandantes da PM. E eles estavam assustados: "Lá não tem condição de jogo para as duas torcidas. Se tiver, nós vamos para a Santa Casa (hospital próximo ao estádio de São Januário) direto". Porque o comportamento dos torcedores é incontrolável. Existe uma barbárie porque nossas leis não conseguem punir. É fácil criticar o comandante da PM quando eles falam "eu não consigo, não tenho condição de fazer isso" - disse Poli.
Os dois jornalistas lembraram do tempo em que as duas torcidas podiam assistir juntas às partidas e saíam dos estádios uma ao lado da outra, sem violência:
- É muito triste porque o mais bacana é ver o conflito civilizado das torcidas - disse Pol
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