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quinta-feira, 5 de abril de 2012

Fora dos padrões, velódromo do Pan ainda é dúvida para os Jogos do Rio



seleção brasileira de ginástica treina no novo Centro de Treinamento (Foto: Lydia Gismondi)

Velódromo agora também abriga o Centro de Treinamento da ginástica artística (Foto: Lydia Gismondi)

Ciclistas, patinadores e, desde quarta-feira, até ginastas utilizam diariamente o velódromo do Rio de Janeiro como local de treinamento visando as próximas edições dos Jogos Olímpicos. A instalação construída para o Pan de 2007, no entanto, corre risco de ficar “vazia” nas Olimpíadas do Rio, em 2016. O Comitê Organizador ainda não sabe se será melhor adequar o equipamento às exigências internacionais ou construir um novo.
- Nós estamos terminando de fazer o plano final. Podem acontecer várias coisas. Estamos pensando em todas alternativas. Tem que atender em primeiro lugar aos Jogos, tem que levar em consideração o legado, e nós também estamos incorporando no nosso planejamento o cronograma que essas coisas vão acontecer para afetar o mínimo possível as atividades que já estão acontecendo aqui - disse Leonardo Gryner, diretor geral do Comitê Organizador Rio-2016.
No projeto aprovado de candidatura, o Comitê Rio-2016 afirmou que a instalação, originalmente construída para os Jogos Pan-Americanos Rio-2007, passaria “por uma grande reforma para atender aos requisitos olímpicos”. A garantia que o mesmo espaço seria reaproveitado agora é dúvida.

O dirigente não quis dar dicas de qual caminho o Comitê Organizador Rio-2016 deverá seguir para solucionar o problema. Gryner ressaltou, no entanto, que a instalação do Pan teria de sofrer inúmeras adaptações para ser utilizada nos Jogos Ollímpicos.
- São várias questões. Tem a questão da velocidade, tem a capacidade, tem as questões das pilastras, para aumentar a capacidade teria que tirar o teto... Não é apenas um problema. A Fedração Internacional lista uma série de requisitos que a gente tem que atender.
Além disso, no velódromo do Rio foi construído o novo Centro de Treinamento da ginástica brasileira, inaugurado nesta quarta-feira. Equipamentos de ponta foram instalados no local, somando R$ 450 mil de investimentos. Com a realização de um grande evento esportivo, o CT precisaria ser removido.
- Essa área que foi montada pode ser transferida para qualquer outro lugar. Na verdade, o que nós estamos utilizando aqui é um cimento. O investimento que foi feito foi para a construção do fosso e, principalmente, para a compra dos equipamentos. Então, ele pode sair daqui para ir para qualquer outro ginásio, qualquer área. Não perde nada. Só perde o fosso - explicou Marcus Vinicius Freire, superintendente executivo de esportes do COB.

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