Portuguesa e Bahia fizeram um jogo de muita pegada no Canindé (Foto: Ale Vianna / Ag. Estado)
Em sua primeira partida após o rebaixamento no Campeonato Paulista, a Portuguesa reencontrou sua torcida e ficou no empate por 0 a 0 com o Bahia no estádio do Canindé, nesta quarta-feira, no jogo de ida pelas oitavas de final da Copa do Brasil. Em minoria no estádio, os torcedores rubro-verdes protestaram, pedindo a saída do presidente Manuel da Lupa.
O jogo marcou a estreia do técnico Geninho no cargo. Sem mudanças significativas no time titular, ele viu a Portuguesa sofrer pressão durante boa parte do jogo, mas evitou que o Tricolor marcasse gols fora de casa.
O jogo de volta ocorre no dia 10, no estádio Pituaçu, em Salvador. Qualquer empate com gols na partida de volta classifica a Lusa às quartas da competição nacional, o que seria um fato inédito na história da equipe. Caso o placar desta semana se repita, a vaga será disputada nos pênaltis. O vencedor desse confronto pega o melhor do duelo entre Grêmio e Fortaleza.
Em maioria no estádio, embora na condição de visitante, a torcida do Bahia ditava o ritmo fora de campo desde o início, assim como seu time fazia dentro das quatro linhas. O Tricolor apostava na velocidade pelos flancos, principalmente com Lulinha e Gabriel. Mais avançado, Junior ameaçava a defesa adversária com seus giros rápidos.
A grande chance da Portuguesa nos primeiros minutos foi em um erro do Bahia, aos sete. Fahel falhou na saída de bola e Ricardo Jesus invadiu a área, ficando cara a cara com Marcelo Lomba para chute cruzado. O zagueiro Titi, porém, recuperou-se a tempo e salvou os visitantes com um carrinho dentro da área.
Bem posicionado pelo técnico Paulo Roberto Falcão, o Tricolor não adotou postura defensiva, assim como Cuiabá-MT e Juventude, rivais anteriores da Lusa na Copa do Brasil, fizeram no Canindé. Embora tenha mantido a escalação utilizada pelo ex-técnico Jorginho, Geninho fez com que a Portuguesa ampliasse a preocupação em evitar a saída de bola adversária, tornando o jogo disputado no meio-campo.
Mas foi justamente uma falha de marcação que deixou a Portuguesa em desvantagem aos 32 minutos: no contra-ataque baiano, Zé Roberto roubou a bola e disparou em velocidade, mas foi derrubado por Léo Silva, o último homem na defesa rubro-verde. O árbitro Paulo Henrique Godoy Bezerra não teve dúvidas e expulsou o camisa 10 lusitano. Na cobrança da falta, por muito pouco Fahel não abriu o placar.
Ananias ainda teve uma boa chance para a Lusa, após jogada individual de Henrique, assim como o goleiro Wéverton salvou chutes perigosos de Gerley e Zé Roberto. O placar, porém permaneceu inalterado para o intervalo.
Buscando fortalecer o meio-campo e suprir a desvantagem numérica, Geninho trocou Ricardo Jesus por Boquita para o segundo tempo. Sem alterações, o Bahia permitiu mais possibilidades aos donos da casa nos minutos iniciais. As principais válvulas de escape da Portuguesa eram as laterais, em avanços rápidos de Luís Ricardo e Raí.
Mesmo trocando passes com mais calma, a Lusa sentia a pressão por jogar com um a menos. Aos 11 minutos, Lulinha acertou belo voleio, após toque sutil de cabeça do companheiro de ataque, Junior, mandando a bola muito próxima à trave de Wéverton. Em busca do importante gol fora de casa, que dificultaria as coisas para a Lusa em Pituaçu, na próxima semana, Falcão trocou Junior por Ciro.
As coisas melhoraram para a Portuguesa aos 20 minutos: após chutão para o campo de ataque rubro-verde, Gerley, último homem da defesa baiana, empurrou Henrique na entrada da área, evitando que o meia da Lusa saísse cara a cara com Marcelo Lomba e também acabou expulso pelo árbitro, deixando os dois times com dez jogadores.
A igualdade numérica tornou a partida mais equilibrada e, ao mesmo tempo, truncada. As chances para ambos os lados eram escassas e os goleiros pouco trabalhavam. Nas raras oportunidades, quem assustava mais era o Bahia, nas jogadas individuais de Lulinha ou nas bolas paradas de Gabriel.
Com dificuldades de se aproximar do gol de Marcelo Lomba, a Lusa optava por chutes de fora da área, sem muito perigo. Na última tentativa de fazer o gol no final, Falcão mexeu duas vezes no Tricolor: saíram Fahel e Zé Roberto para a entrada de Diones e Magno. Na Portuguesa, Rodriguinho deu lugar a Raí. Nada que alterasse o placar: a decisão ficou para Pituaçu.
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