Prefeita Luizianne Lins (PT)
(Foto: Rodrigo Carvalho/Agência Diário)
A prefeita de Fortaleza, Luizianne Lins (PT), afirmou nesta quarta-feira (8) que a mensagem que trata do plano de salário e carreira dos servidores vai permanecer sem tramitar na Câmara Municipal até que os funcionários retornem às atividades.
"Eu achava que estava dando o melhor aos agentes (de saúde), estabelecendo o plano deles na Câmara. Então eu entendi que não há necessidade desse plano, então o que eu fiz: retirei o plano da Câmara, retirei e pedi ao presidente (da Câmara, Acrísio Sena, PT) que retirasse e só volta quando houver acordo", afirmou a prefeita Luizianne Lins durante visita às obras do Centro Urbano de Cultura, Arte, Ciência e Esporte (CUCA) da Messejana.
Os agente da saúde decretaram greve na segunda-feira (6). Eles reivindicam implantação da gratificação de 20% e reestabelecimento das horas noturnas recebidas pelos servidores do IJF. Para os servidores da área de saúde, a Secretaria de Administração Municipal apresentou a proposta de reajuste entre 4,13% a 15,75% a partir de janeiro, além de auxílio refeição de R$ 6,70.
Por conta do embargo da votação do plano de salários e carreiras, os agentes de saúde protestaram na sede da Secretaria Municipal de Saúde trancando com corrente os portões da sede. Pacientes que ficaram no interior da sede prestaram boletim de ocorrência nesta terça-feira (7) por cárcere privado.
Os servidores da prefeitura municipal de Fortaleza informaram que farão na quinta-feira (9) um protesto em frente à Câmara Municipal. Durante o protesto, também está previsto um decreto de greve de todos os funcionários, de acordo com a presidente do sindicato dos funcionários da prefeitura, Nascélia Silva.
Atualmente, os agentes da saúde e de trânsito de Fortaleza estão em greve. Todos os funcionários do município, exceto médicos, professores e procurados, estão em estado de greve.
A greve dos servidores da prefeitura de Fortaleza foi iniciada em 2011, com paralisações pontuais, que duram três horas, por parte dos profissionais odontólogos. Em janeiro deste anos, servidores do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência e do hospital Instituto Doutor José Frota também realizaram paralisações pontuais.
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