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quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Assembleia aprova anistia para os policiais militares do Ceará


Viaturas com pneus vazios nos arredores do quartel da 6ª Companhia do 5º Batalhão (BPM), no bairro Antonio Bezerra, em Fortaleza(CE), durante o sexto dia de greve dos Policiais Militares no estado. (Foto:  Jarbas Oliveira/AE/AE)

No dia 3 de janeiro viaturas foram encaminhadas
para o quartel 6ª Cia. do 5º Batalhão
(Foto: Jarbas Oliveira/AE/AE)


A Assembleia Legislativa do Ceará aprovou nesta quinta-feira (9) aumento de salário para os policiais militares do estado e anistia aos participantes da greve que ocorreu entre dezembro de 2011 e janeiro de 2012. O salário vai ser reajustado em R$ 920,18 e os policiais não vão ser punidos. A mensagem deve ser assinada pelo governo do estado e passa a valer quando for publicada no Diário Oficial do Estado.
O texto enviado pelo governo estadual à Assembleia na quarta-feira (8) foi aprovado pelos 37 deputados estaduais presentes. O líder do governo na Assembleia, deputado Antônio Carlos (PT-CE), classificou a aprovação da mensagem como uma “uma atitude sóbria”.
A deputada de oposição Eliane Novais (PSB-CE) parabenizou o estado pela aprovação e os servidores pela “conquista” das reivindicações feitas durante a greve dos policiais militares.
"Faltam pontos"
Na avaliação do presidente da Associação de Cabos e Soldados da Policiais Militares do Ceará, cabo Flávio Sabino, a aprovação indica que o que o governo "está avançando passo a passo, mas ainda faltam pontos a serem acertados". "Até o momento o governo tem cumprido todos os pontos acordados. Mas ainda esperamos o reajuste da carga horária semanal de 40 horas, recebimento do pagamento de horas extras, reestruturação das promoções e vale alimentação de R$ 10", diz Sabino. Atualmente os PMs do Ceará trabalham em média 48 horas semanais e vale alimentação diário de R$ 6.


O presidente da associação diz também estar "confiante" de que o governo vai atender as demais reivindicações da categoria. "Nós entendemos que o governo não tem apenas a demanda da Polícia Militar. Estamos avançando de forma lenta, mas estamos confiantes de que teremos as reivindicações", diz.
Entenda o caso
No dia 29 de dezembro parte dos policiais militares e bombeiros do Ceará decidiram paralisar as atividades até reunirem com o governador Cid Gomes para ouvir as reivindicações da categoria. Desde o início da paralisação, os funcionários se encontram acampados no 6º Batalhão da Polícia Militar.
Os policiais e bombeiros reivindicavam aumento salarial reajuste salarial de 80% em quatro anos, sendo aumento de 20% em cada ano. Eles também pedem promoções e redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais, além da anistia para os manifestantes. Os policiais usaram carros da companhia para bloquear a rua que dá acesso ao Batalhão e esvaziaram os pneus dos veículos. No Batalhão também estão filhos e mulheres dos servidores.
Após uma reunião, em que o governo concedeu a incorporação da gratificação ao salário e atendeu outras reivindicações, PMs e bombeiros encerraram a paralisação no dia 4 de janeiro.

E MAIS:

Sindicato convoca servidores de Fortaleza para assembleia geral

Os membros do Sindicato dos Servidores Municipais de Fortaleza (Sindifort) ficaram insatisfeitos com os resultados da reunião realizada na tarde de quarta-feira (8), com representantes da Prefeitura de Fortaleza. Segundo a presidente do SindiFort, Nascélia Silva, “não houve avanços”. “Argumentaram que não receberam nossa proposta [apresentada dia 18 de janeiro] por escrito e por isso não tinham como avaliar”, conta. A prefeitura nega as afirmações da sindicalista. Os servidores municipais devem realizar nova assembleia geral na manhã desta quinta-feira (9).

De acordo com Nascélia, após assembleia geral realizada no último dia 18, a categoria reduziu a proposta inicial de 20% de reajuste para 10%. Sendo 3% de ganho real valendo já para janeiro de 2012, e 7% relativos a inflação. Além do aumento da carga horária dos servidores de 6h para 8h diárias, com aumento proporcional ao salário, acabando assim com a necessidade de um concurso público imediato e reduzindo o número de terceirizados.
A sindicalista diz que outros pontos também foram apresentados para a administração municipal para que fosse avaliados. “Na reunião de ontem [8], deveríamos ouvir uma contraproposta. Mas não foi isso que aconteceu, pediram a proposta apresentada [há 20 dias] por escrito”, afirma.
Estão em greve os agentes de endemias, os trabalhadores da usina de asfalto e pré-moldados e o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). A greve dos trabalhadores do Samu foi decretada ilegal pelo desembargador Teodoro Silva Santos, do Tribunal de Justiça (TJ-CE), no último dia 6.
Prefeitura
O técnico da prefeitura que participou da reunião, Erismar Silva, nega as afirmações da sindicalista. De acordo com ele, houve mudanças em alguns detalhes na proposta discutida na quarta-feira, por este motivo, precisava ser apresentada novamente em assembleia e encaminhada para a prefeitura por escrito. "A formalização da proposta com os servidores e conosco foi algo pedido pelos próprios dirigentes [do sindicato]", afirma. As mudanças devem ser discutidas nesta quinta-feira, durante nova assembleia geral na sede da Câmara dos Vereadores.
AMC
Com relação as reivindicações dos agentes de trânsito de Fortaleza nada foi definido, segundo Nascélia Silva. Os agente desocuparam a sede do órgão após receberem a visita do Secretário de Administração, Vaumik Ribeiro, na manhã de quarta-feira (8). A sindicalista explica que somente a pauta geral foi discutida na reunião de quarta-feira e que uma negociação específica será marcada em breve sobre as reivindicações dos agentes. Também na quarta, a Justiça decretou a ilegalidade da greve dos agentes da AMC.



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