Pesquisar este blog

VISUALIZAÇÕES

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Consumidores lotam o Centro para compras de Natal



Compras de última hora e um vai e vem intenso de pessoas nas ruas do Centro da cidade debaixo de sol forte. As vantagens são a variedade de produtos, preços baixos e forma de pagamento para todos os bolsos, segundo os compradores. Há quem compare e pesquise os valores em lojas de uma mesma rede no Centro e nos shoppings, constando que os preços no bairro são bem abaixo.

Esse é o caso da atendente Beatriz Nicole Macedo, 18. Com várias sacolas na mão, ela garantiu o presente do namorado e de familiares nas lojas do Centro. Roupas e calçados tem sido os itens mais procurados para presentes ou para uso próprio nas festas. Isso porque muita gente pretende passar o Natal e o Ano Novo com tudo novo.

Para evitar o estresse das ruas lotadas, a sugestão dos próprios consumidores é chegar cedo, por volta das 8 horas. A partir das 10 horas, já é possível perceber as ruas mais lotadas, movimentação que se estende até por volta das 18 horas. Com o objetivo de atender as demandas, algumas lojas passaram abrir às 7h e esticam o horário até às 20 horas ou 21 horas.

Para quem busca preço mais baixo, há a opção de comprar com os vendedores informais, que ficam espalhados pelos corredores de vendas, como as ruas Guilherme Rocha e Liberato Barroso. Entretanto, para quem não tem dinheiro na mão para pagar à vista, a opção continua sendo as lojas que aceitam cartões de crédito e possibilitam o pagamento em várias parcelas no crediário.

“São dois Centros: o informal e o formal, que tem sofrido uma concorrência desleal”, afirma Cid Alves, presidente do Sindicato do Comércio Varejista e Lojista de Fortaleza (Sindilojas). Ele diz que os setores de confecções, relógio e joias têm sido prejudicados com a concorrência dos falsificados. Em compensação, o setor de calçados tem se destacado, de acordo com ele. A expectativa, diz, é aumento de vendas entre 1% e 2% em comparação ao ano passado.

Vendedor há 15 anos no Centro, Gleison de Sousa, de 29 anos, afirma que apesar da grande movimentação, este período do ano está menor que no ano passado. “O mundo está em crise econômica. Com essas alterações, o preço da malha subiu e refletiu no valor das roupas”, diz.

Além disso, ele destaca que muitos clientes têm reclamado dos poucos lugares para estacionar e da constante presença de flanelinhas. (Gabriela Ramos)

Nenhum comentário: